Mujeres, universidad y dictadura en el nordeste brasileño (1964-1985)
DOI:
https://doi.org/10.51438/2313-9277.2026.27.1.e085Palabras clave:
Dictadura cívico-militar, Formación política, Movimiento estudiantil, Mujer militante, PernambucoResumen
Este artículo aborda la trayectoria política de nueve mujeres militantes del movimiento estudiantil en la Universidad Federal de Pernambuco, en el Nordeste de Brasil, durante el régimen cívico-militar (1964-1985). Se trata de un período en el que las universidades brasileñas eran, simultáneamente, espacios de represión y de resistencia, ya que el gobierno militar las consideraba un foco de efervescencia ideológica, al punto de crear mecanismos para vigilar y reprimir actos considerados subversivos.
El objetivo fue analizar la relación entre la formación superior y la militancia política de nueve estudiantes vinculadas al movimiento estudiantil (ME) durante dicho período. La metodología utilizada fue la investigación documental, cuyas fuentes incluyen las fichas criminales individuales de la Delegación de Orden Político y Social (DOPS) y el Informe Final de la Comisión Estatal de la Memoria y la Verdad Dom Helder Câmara.
Teóricamente, la investigación se fundamentó en Perrot (2007), para quien las mujeres no son solo víctimas en la historia, sino protagonistas, aunque situadas en un lugar de invisibilidad. Los resultados alcanzados revelaron, más allá de las trayectorias militantes, los papeles desempeñados en la lucha por los derechos estudiantiles, por la libertad de expresión y por la calidad de la educación ofrecida. Tales elementos conducen a una nueva mirada sobre la militancia estudiantil femenina, además de poner en el centro de atención a aquellas que fueron, históricamente, tratadas como coadyuvantes.
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Citas
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